terça-feira, 25 de outubro de 2011

A CONSTITUIÇÃO E OS TRÊS PODERES...

                             A nossa Constituição tem sua base assentada em três Poderes distintos e que devem ser, pelo menos em tese, independentes: executivo, legislativo e judiciário. 
                             O Poder Executivo refere-se ao exercício do Presidente, Governador e Prefeito na execução dos projetos políticos e leis, as quais são decorrentes do Poder Legislativo através de formulações de Deputados, Senadores e Vereadores no âmbito daquele Poder. A execução dos Projetos pelo Executivo são fiscalizados pelo Poder Legislativo, e, enquanto Leis, pelo Poder Judiciário.
                             É oportuno ressaltar, também, a existência de  um quarto Poder hoje em vigor: o da imprensa e dos meios de comunicação em geral, fundamentais para a formação da opinião pública no mundo atual.Esse quarto Poder é também atravessado pela ambiguidade do capitalismo. De um lado, por exemplo, denuncia o caso Watergate e provoca a queda do Presidente dos EUA, Richard Nixon(1974). Por outro, boicota certos avanços democráticos ao omitir fatos, distorce outros, etc. Enquanto  as gestões tecnocráticas se servem bem dele para a sua propaganda, as gestões democráticas às vezes podem ter suas realizações boicotadas.
                            Os trabalhadores devem estar atentos ao papel que podem desempenhar em todos esses Poderes para melhor construir a cidadania e estendê-la a todos os níveis possíveis. Assim, ela pode ser de uso muito importante para os trabalhadores. Contudo, sua face de categoria burguesa deve ser controlada e criticada, para que exista a verdadeira cidadania.
                             

sábado, 22 de outubro de 2011

O LEGISLATIVO NA CIDADE DE TIBAU(RN)

                             Um povo que não possui , em sua organização política, um Legislativo que efetivamente o represente, e que encarne valores políticos definidos, não será um povo politicamente desenvolvido.
                             Pode-se afirmar, modificando um pouco a frase clássica, que cada povo tem o Legislativo que merece. Isto não significa, porém, que povo algum, como ocorre em Tibau(Rn), deva ter  um  Legislativo "caricato"ou "nulo". Ao contrário, significa que somente através de uma conscientização correta  o povo chega a ter um Poder Legislativo adequado.
                             O "merecimento" aí não corresponde propriamente a virtudes intrínsecas à indole do povo, mas ao alcance, ao longo do tempo, de um processo de politização. Este processo é, sob certo ângulo, um processo educativo. O mérito de um parlamento está, obviamente, na qualidade de seus componentes, o que depende do voto consciente dos cidadãos.
                              O  problema do Legislativo de Tibau(Rn) reside, basicamente, na capacidade do eleitorado, no sentido de que este possa designar conscientemente os seus representantes.
                              A representação Legislativa deforma-se, ou falseia-se, na medida em que se perdem as condições para a formação de uma vontade clara e nítida por parte do corpo eleitoral.
                              Sem uma educação política suficiente, o povo  de Tibau(Rn) não votará de forma responsável e sua relação com o Poder Legislativo será sempre deficiente, ensejando-se  a perpetuação de uma representação política ilegítima e deformada. ACORDA TIBAU!
                              

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DIREITOS POLÍTICOS!...

                                    Convém falar dos direitos políticos e, depois, retornar aos direitos sociais(ou mesmo civis), pois a ligação ou desligamento entre os dois, a meu ver, levam a diferentes experiências de cidadania.
                                    Os direitos políticos dizem respeito à deliberação do homem sobre sua vida, ao direito de ter livre expressão de pensamento e prática política, religiosa, etc. Mas, principalmente, relacionam-se à convivência com outros homens em organismos de representação direta(sindicatos, partidos, movimentos sociais,) ou indireta(pela eleição de governantes, parlamento, assembléias), resistindo a imposição de tais poderes por meio de greves e pressões de movimentos sociais.E, ainda, dizem respeito a deliberação dos outros dois direitos, os civis e os sociais - esclarece quais são esses direitos e de que modo chegar a eles.
                                    Em resumo, esses três conjuntos de direitos, que comporiam os direitos do cidadão, não podem ser desvinculados, pois sua efetiva realização depende de sua relação recíproca. Esses direitos, por sua vez, são dependentes da co-relação  de forças econômicas e políticas para se efetivar. Nesse contexto está a difícil reflexão: os direitos de uns precisam condizer com os direitos dos outros, permitindo a todos o direito à vida no sentido pleno - traço básico da cidadania.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

VIOLÕES QUE CHORAM!...

Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.

Noites de além, remotas, que eu recordo,
Noites da solidão, noites remotas
Que nos azuis da fantasia bordo,
Vou constelando de visões ignotas.

Sutis palpitações à luz da lua.
Anseio dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.

Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.
Harmonias que pungem, que laceram,
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram,
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...
E sons soturnos, suspiradas mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.

Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa,
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.
......................................................                    (Cruz e Souza)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA!


A Presidente da Câmara Municipal de Tibau(Rn), num ato de desespero, proibiu a transmissão das Sessões via Rádio, como uma forma de esconder do povo a “sujeira da corrupção” existente naquele Poder.
Não sabe ela que, em 69 A.C., o Imperador Júlio César instituiu a “ACTA DIURNA POPULI ROMANI”(“Relatos Diários ao Povo de Roma”). A “ACTA DIURNA” foi instituída com o objetivo de ridicularizar os representantes do Senado Romano. O Imperador Júlio César determinou a publicação dos assuntos que se discutiam nas Sessões - antes sigilosas.
A “ACTA DIURNA”, ou, melhor dizendo, o primeiro jornal oficial de que se tem notícia, além de divulgar os atos de interesse do povo, publicava divórcios, nomeações, vitórias de guerra, etc.
Entendia-se por publicar, àquela época,   levar ao conhecimento do público, colocando a mensagem em lugar  onde pudesse ser lida.Tal medida deu origem aos conceitos atuais da imprensa.
Não custa   nada lembrar a atual Presidente da Câmara Municipal de Tibau(Rn) que,nos sistemas ditos democráticos , “todo o poder emana do povo e em nome dele será exercido”.
Por  todo o exposto, a população  exige a  transparência dos Atos do Poder Legislativo. Quem não deve não teme. Abaixo a CORRUPÇÃO!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

FRASES FAMOSAS


terça-feira, 6 de setembro de 2011

SINTO VERGONHA DE MIM!...


             


            
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador  de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

 Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser,
e ter que entregar aos meus filhos
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-máter da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu’ feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o próximo.

Tenho pena de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vegonha de mim,
tenho tanta vergonha de ti,
povo brasileiro!

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes  nas
mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.”
                                                                     Rui. Barbosa.