terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A MAÇONARIA, ONTEM E HOJE...

Meus IIr.’., permitam-me persuadi-los de que muito há de fazer se quisermos que a Maçonaria cumpra a sua missão. Não é suficiente receber três ou quatro dos graus e então, imaginando os demais, viver em indolência satisfeita, sem esforçar-se para conhecer a ciência e a filosofia da Ordem. É chegada a hora em que aqueles que desejam verdadeiramente ser Maçom do Rito Escocês, devem estudar e refletir. Envidaremos os melhores esforços para penetrar no coração da Maçonaria e a desvendar seus profundos segredos, aquela luz para a qual todos os Maçons no mínimo lutam para alcançar, aquele verdadeiro trabalho que é a remuneração do labor do Maçom. Porém, se não tivermos sucesso meus IIr.’., não desencorajais nem desanimeis. A Maçonaria deve ser verdadeira em si ou por mais numerosos que sejamos, suas muralhas serão derrubadas por seu próprio peso. Neste terceiro milênio, a Maçonaria deve fazer valer sua dignidade e assumir sua posição de Instituição Intelectual e Filosófica, ou todas as suas fórmulas, cerimônias e títulos grandiloquentes não a salvarão da merecida desgraça e dissolução. É tempo de elevar a Maçonaria a um patamar mais alto; e aqui, de todos os lugares, o esforço para alcança-lo deve ser feito. Aqui acredito que podemos começar a levar adiante com sucesso o trabalho indispensável de reforma que, com o passar do tempo, porão um fim ao reinado das estripulias e infantilidades, fazendo da nossa Loja aquilo que ela deve ser: a grande mestra das verdades morais e filosóficas; a defensora do direito da liberdade racional e consciente; a protetora dos oprimidos, a defensora da gente comum, a fiadora da dignidade do trabalho e dos direitos do trabalhador; a inimiga da intolerância, do fanatismo e das atitudes preconceituosas. (estas palavras foram proferidas pelo General Confederado e Soberano Grande Comendador Ir.’. Albeto Pike no dia 29 de Abril de 1857, no Grande Consistório de Louisiania). Este discurso é absolutamente atemporal. Poderia ser sido proferido hoje com toda a atualidade e, queira Deus, não precise ser proferida amanhã!... Ir.’. Ramón Adriano Paiva A.'.R.'.L.'.S.'. Obreiros do III Milênio nº 138 Or.'. de Porto Seguro - BA.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

MANIFESTO DA MAÇONARIA***

*DIVULGUE !* *ESTA MENSAGEM DEVERIA SER DIVULGADA PARA TODOS OS BRASILEIROS,POIS É CLARA E VERDADEIRA.* *CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22* *ORIENTE DE SÃO JOAQUIM - FILIADA AO GOSC* *Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.* *O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância.* *A tirania mudou sua face.* *Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço.* *Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças de outra forma.* *A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.* *Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse:* *"DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO".* *Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos,* *especialmente sob a influência da televisão,* *que dá ao povo essa fartura de "pão" e de "circo".* *Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.* *Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol,* *Atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena.* *Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços.* *Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais;* *já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos* *que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e absolutamente corrompido.* *Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.* *Porém, a construção dos "circos" continua !* *Mas o pão e o circo também vêm dos "Big Brothers" das "Fazendas",* *das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais.* *Quanto mais circo, mais pão ao povo.* *E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância, é disso que mais gosta.* *Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de "lazer".* *O Coliseu está entre nós.* *O circo está entre nós.* *Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema,* *subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes.* *Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos.* *Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno, nem mesmo para morrer.* *Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos não cubanos.* *Os tiranos têm a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização.* *Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa.* *É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania.* *Esses médicos recebem migalhas daquele governo.* *Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.* *Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba solucionariam* *o problema de inúmeros pequenos hospitais pelo interior deste País.* *Mas não é a isto que ele servirá.* *Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado,* *de profissionais que não têm asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.* *E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto,* *porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentar todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte.* *Esses governantes,* *que tanto criticam o trabalho escravo,* *também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS.* *Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda,* *através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado,* *que pode chegar ao percentual de 27,5%.* *Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria,* *os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional,* *cabos eleitorais desses governantes.* *Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.* *Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro o povo brasileiro é o palhaço !* *A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem.* *Foi por Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura.* *Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.* *E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado,com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual ?* *Não podemos ficar calados e inertes !* *A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo.* *Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.* *A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmaos: para que desencadeemos um movimento* *de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada, a todas * *as Lojas e os Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de* *cavar masmorras aos vícios !* *De: GOSC [mailto:portal@gosc.org.br ] * *Enviada em: sexta-feira, 20 de setembro de 2013 11:46 Assunto: CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22Prioridade: Alta* *Caros Irmãos, * *Concordando com as palavras desta manifestação da Loja Acácia das Neves de São Joaquim,* *recomendamos a leitura e a divulgação entre os Irmãos e principalmente entre nossos contatos no mundo profano. * *Fraternalmente, Alaor Francisco Tissot Grão-Mestre - GOSC* *"Embora ninguem possa voltar atrás e fazer um novo começo,qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (Chico Xavier* Este email está limpo de vírus e malwares porque a proteção do avast! Antivírus está ativa. HUMBERTO FAILLACE *Se você pode imaginar, pode alcançar. Se você pode sonhar, pode realizar. Se você tem um sonho, você tem tudo. Se você tem tudo, mas não tem um sonho, então tudo não quer dizer nada.*

sábado, 4 de janeiro de 2014

HERMES TRIMEGISTO E A FILOSOFIA HERMÉTICA...

OS PRINCÍPIOS HERMÉTICOS Nenhum fragmento dos conhecimentos ocultos possuídos pelo mundo foi tão zelosamente guardado como os fragmentos dos Preceitos herméticos que chegaram até nós através dos séculos passados, desde o tempo do seu grande estabelecedor,Hermes Trismegisto, o mensageiro dos deuses, que viveu no antigo Egito quando a atual raça humana estava em sua infância. Contemporâneo de Abraão, e se for verdadeira a lenda, instrutor deste venerável sábio, Hermes foi e é o Grande Sol Central do Ocultismo, cujos raios têm iluminado todos os ensinamentos que foram publicados desde o seu tempo. Todos os preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinos esotéricos de cada raça foram formulados por Hermes. Mesmo os mais antigos preceitos da Índia tiveram indubitavelmente a sua fonte nos Preceitos herméticos originais. Hermes Trimegisto, o Três Vezes Grande, era considerado pelos Egípcios o Mensageiro dos Deuses, por ter transmitido os ensinamentos a este grande povo da antiguidade e ter implantado a tradição sagrada, os rituais sagrados, e os ensinamentos das artes e ciências em suas Escolas da Sabedoria. A medicina, a astronomia, a astrologia, a botânica, a agricultura, a geologia, as matemáticas, a música, a arquitetura, a ciência política, tudo isso era ensinado em suas Escolas e em seus livros, que segundo os gregos somavam 42. Entre eles se encontra "O Livro dos Mortos" ou também chamado "O Livro da Saída da Luz". A Ciência Hermética é baseada em seus ensinamentos e comprova com seus preceitos, que o Grande Hermes veio transmitir para a humanidade uma Sabedoria Divina, até hoje mal compreendida apesar de amplamente comprovada. A Filosofia Hermética se baseia nos Princípios Herméticos incluídos no livro "O Caibalion" e parece destinada a plantar uma semente de Verdade no coração dos sábios, que perpetuam e transmitem os seus ensinamentos. Em todas as civilizações sempre existiram ouvidos atentos a estes ensinamentos. Como diz o próprioCaibalion: Em qualquer lugar que se achem os vestígios do Mestre, Os ouvidos daqueles que estiverem preparados para receber O seu Ensinamento, se abrirão completamente. Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, Então vêm os lábios para enchê-los de sabedoria". Porém o Caibalion nos ensina também que: "Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento". O Caibalion nos foi transmitido pela Tradição Hermética e reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Qabala, ou Qibul, ou Qibal, que significa tradição. No antigo Egito foi estabelecida a maior das Lojas dos Místicos e pelas portas de seus Templos entraram os Neófitos que, mais tarde, como Hierofantes, Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando consigo o precioso conhecimento que possuíam para ensiná-los àqueles que estivessem preparados para compreendê-lo. Em nossos dias o termo ‘hermético’ significa secreto, fechado de tal maneira que nada escapa, significando que os discípulos de Hermes sempre observavam o princípio do segredo nos seus preceitos. Os antigos instrutores pediam este segredo mas nunca desejaram que os preceitos não fossem transmitidos. Não instituíram uma religião, de forma que estes princípios pudessem ser aproveitados por todas mas não pertencessem a nenhum credo. De fato, os ‘Princípios Herméticos’ são baseados nas Leis da Natureza, e como tais pertencem somente à Ordem Divina. ‘As doutrinas sempre foram transmitidas de ‘Mestre à Discípulo’, de Iniciado à Hierofante, dos lábios aos ouvidos. Ainda que esteja escrita em toda parte, foi propositalmente velada com termos de alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem-na ler bem.’ (O Caibálion). Os Sete Princípios em que se baseia a Filosofia Hermética são os seguintes: 1 – O princípio de Mentalismo 2 – O princípio de Correspondência 3 – O princípio de Vibração 4 – O princípio de Polaridade 5 – O princípio de Ritmo 6 – O princípio de Causa e Efeito 7 – O princípio de Gênero O primeiro Princípio é o Principio do Mentalismo "O TODO é MENTE; o Universo é Mental" Tudo e todos que existem de visível ou oculto funcionam porque fazem parte de um todo. Tudo faz parte da criação de uma mente onipresente, tudo faz parte de um poder total. Este é sem dúvida o mais importante de todos os princípios já que nele estão contidos todos os outros. O TODO (ou seja a realidade que se oculta em todas as manifestações de nosso universo material) é Espírito, é Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita Universal. "Compreendendo a verdade da Natureza Mental do nosso Universo o discípulo estará bem avançado no Caminho do Domínio", escreveu um velho mestre do Hermetismo. Estas palavras continuam atuais e verdadeiras e são a chave para a nossa compreensão das regras e Leis que regem nosso Universo material. Observaremos que, se o Universo é Mental e nós existimos na Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo, conforme explica o Segundo Princípio. O segundo Princípio Hermético é o Princípio da Correspondência "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima". Assim como é em cima, é embaixo. Como é embaixo, assim é em cima. A característica de um corresponde, de certa forma, com a característica de outro, ou vice-versa. A compreensão deste princípio nos ajuda a explicar todos os fenômenos da natureza e compreender a própria existência da vida. Os segredos da Natureza se tornam claros aos olhos do estudante que compreender este princípio chave, aplicado à manifestação universal e que explica os diversos planos do universo material, mental e espiritual. Este é um dos mais importantes princípios e é aplicado na Astrologia e na Alquimia, verdadeiras Ciências de Iniciados, a primeira praticamente desprezada e a segunda quase esquecida. O Princípio da Correspondência habilita o homem inteligente a raciocinar do Conhecido ao Desconhecido ou vice-versa. "Estudando a Mônada, ele chega a conhecer o Arcanjo", diz o Caibalion. O terceiro Princípio é o Princípio da Vibração "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra" Nada nesse mundo esta em repouso, tudo esta em constante movimento. Tudo tem a sua infinita vibração, embora algumas coisas pareçam estar em repouso, na verdade estão dentro de um Universo que não para de vibrar. Este princípio nos explica que tudo, em nosso Universo, está em constante movimento, isto é, em constante evolução. Este princípio é facilmente compreensível pois a ciência moderna já o confirmou através de suas observações e descobertas. Ele explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. "Desde O TODO, que é puro Espírito, até a forma mais grosseira de Matéria, tudo está em vibração. Quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala". (O Caibalion). Nas extremidades inferiores da escala estão as vibrações mais grosseiras da matéria, que parecem estar paradas. Ao elevarmos nosso espírito, nos campos de vibração mais sutis, entramos em sintonia com O TODO e com a Mente Superior, recebendo assim os benefícios dela emanados. Só os Mestres conseguem aplicar corretamente este Princípio de Vibração, conquistando assim os fenômenos da natureza. "Aquele que compreende o princípio de Vibração alcançou o Cetro do Poder", disse um antigo Mestre. O quarto Princípio é o Princípio de Polaridade "Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados" Tudo tem o seu pólo oposto para o perfeito equilíbrio e funcionamento contínuo do ciclo do universo. Somente os lados opostos uns aos outros conseguem se unir, transformando-se em uma parte do conjunto do universo. Este Princípio é bastante simples e ao mesmo tempo complexo, e contém o axioma hermético dos opostos, ou seja dos pólos que regem toda a vida manifestada tal como nós a conhecemos. O princípio de Polaridade explica, por exemplo, que Luz e Obscuridade são a mesma coisa, manifestada em variações e graus diferentes. Explica também que o Amor e o Ódio são dois estados mentais em aparência totalmente diferentes mas em realidade iguais pois exprimem somente o mesmo sentimento em graus diferentes. E o melhor de tudo isto é que, no caso da mente, podemos modificar as coisas se dominarmos a nossa própria mente, mudando a sua vibração, através da Arte da Transmutação Mental. Com o profundo conhecimento deste princípio o estudante poderá modificar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, transformando Ódio em Amor, Raiva em Perdão, Tristeza em Alegria. O quinto Princípio Hermético é o Princípio de Ritmo "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação" As coisas estão sempre em constante movimento e esta lei explica o ritmo desses movimentos. É através da seqüência circula repetida de um mesmo movimento o caminho que se compõem o resultado da transformação. Ao analisarmos este princípio temos que compreender que o Universo da forma como nós o conhecemos é influenciado por este constante fluxo e refluxo, por este movimento de atração e repulsão, que o torna tão complexo e ao mesmo tempo tão perfeito. Esta lei se manifesta em todas as coisas materiais e também nos estados mentais do Homem. Os Hermetistas compreendem este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal e com os profundos estudos e com o domínio da mente, conseguem dominar os seus efeitos aplicando a Lei mental de Neutralização. Porém, o simples observar desta Lei em aplicação na Natureza nos ajuda a melhor enfrentar as vicissitudes da vida, acompanhando o seu fluxo e refluxo e tentando neutralizar a Oscilação Rítmica pendular que tenta nos arrastar para um ou para outro pólo. O sexto Princípio Hermético é o Princípio de Causa e Efeito "Toda a Causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei" Nada no mundo acontece por acaso, tudo tem sua causa, e essa causa é o efeito de outra causa, e assim por diante, é uma cadeia circular infinita de causas e conseqüências. Neste princípio existe a verdade de que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. E O Caibalion nos ensina também que nada acontece sem uma razão, mesmo se nós a desconhecemos, pois tudo é dominado pela Lei. Para nos elevarmos acima da Lei de Causa e Efeito é necessário muito estudo, muita meditação e a compreensão profunda de todos os Princípios Herméticos que fazem do Iniciado um Verdadeiro Mago. As massas do povo são levadas para frente, seguindo os desejos e vontades dos outros, do coletivo onde as causas exteriores se tornam mais importantes do que a vontade própria. O verdadeiro Iniciado deve elevar-se acima da massa, exercitando a sua Vontade para poder exercer o seu Livre Arbítrio. Para escaparmos desta Lei, que nos ata às sucessivas re-encarnações, devemos antes de mais nada controlar nossa mente e nossos atos para superarmos a casualidade. O sétimo Princípio é o Princípio do Gênero "O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos" Tudo e todos têm seu lado feminino e masculino. É assim que o Universo é formado. Masculino possui Feminino e vice-versa. O termo chinês yin-yang considera essa idéia a base para o equilíbrio, tanto em sua característica criativa como objetiva. O nosso anima (poder feminino) e o animus (poder masculino) devem estar sempre em harmonia. Estudando este princípio, que nos lembra o princípio de Polaridade, percebemos que o gênero é manifestado em tudo e que o princípio feminino e masculino estão sempre presentes, seja no plano físico que no plano mental e espiritual. No plano físico este Princípio se manifesta como sexo, e nos planos superiores ele tem outras formas de manifestação, mas se mantém igual. Assim, podemos dizer que todas as coisas manifestadas no gênero masculino possuem também um gênero feminino, e todas as coisas do gênero feminino contém também um gênero masculino. Compreendemos assim que não necessitamos da busca do outro princípio pois tudo está imanente em nós, manifestado na forma do gênero. A compreensão deste princípio nos leva à plenitude e à realização interior. CONCLUSÃO Estes Princípios Herméticos, são aplicados pelo Astrólogo, pelo Tarólogo, pelo Homeopata, pelo Terapeuta Floral, pelo Grafólogo, enfim, por todos aqueles que sabem que o Homem faz parte do TODO e como tal não pode estar se não intimamente ligado a este, através de suas Leis Universais. Ao olharmos o Homem como um Todo harmônico, podemos compreender as razões que o levam à desarmonia, que se manifesta através das doenças físicas ou mentais, dos acidentes e infortúnios, e tentar ‘curá-lo’ proporcionando-lhe assim a chance de um crescimento no âmbito espiritual. Sem estes Princípios, as ciências chamadas "alternativas" seriam meros exercícios de ‘curandeirismo’. No entanto, sob os Princípios das Leis Herméticas, tudo se torna claro e transparente às mentes mais esclarecidas. Ruim 1 2 3 4 5 Bom | Avaliar Avaliação média: Notificar-me quando um comentário for adicionado comments:

sábado, 28 de dezembro de 2013

A GNOSE E A MAÇONARIA....

"A Gnose, como dito pelo M:. I:. Ir:. Albert Pike, é a essência e o miolo da maçonaria". Por Gnose, devemos entender aqui o Conhecimento tradicional que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos se tem transmitido, desde a mais remota Antigüidade até os nossos dias, através de todas as Fraternidades secretas cuja extensa cadeia jamais foi interrompida. Toda doutrina esotérica pode unicamente transmitir-se por meio de uma iniciação e cada iniciação inclui necessariamente várias fases sucessivas, às quais correspondem outros tantos graus diferentes. Tais graus e fases podem ser reduzidos, em última instância, sempre a três; podemos considerar que marcam as três idades do iniciado, ou as três épocas de sua educação e caracterizá-las respectivamente com estas três palavras: nascer, crescer, e produzir. A este respeito, o Ir:. Oswald Wirth escreveu: "A iniciação maçônica tem como objetivo iluminar os homens, afim de ensinar-lhes a trabalhar utilmente, em plena conformidade com as finalidades mesmas de sua existência". Ora, para iluminar os homens, em primeiro lugar se faz necessário liberá-los de tudo o que pode impedi-los de ver à Luz. Isto se consegue submetendo-os a certas purificações, destinadas a eliminar as escórias heterogêneas, causas da opacidade das estruturas protetoras do núcleo espiritual humano. Quando as mesmas se tornam cristalinas, sua perfeita transparência deixa penetrar os raios da Luz exterior, até ao centro consciente do iniciado. Todo o seu ser, então, se satura progressivamente, até chegar a converter-se num Iluminado, no sentido mais elevado da palavra, vale dizer de um Adepto, transformado já num foco irradiante de Luz. "Conseqüentemente, a iniciação maçônica contempla três fases distintas, consagradas sucessivamente ao descobrimento, à assimilação e à propagação da Luz. Estas fases estão representadas pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, que correspondem a tripla missão dos maçons, que consiste em buscar primeiro, para possuir depois e, finalmente, poder difundir a Luz. "O número destes graus é fixo: não poderia haver nem mais nem menos que três. A invenção de diversos sistemas chamados de altos graus levou a confundir os graus iniciáticos, estritamente limitados a três. "Os graus iniciáticos correspondem ao triplo programa perseguido pela iniciação maçônica. Esotericamente, levam à solução das três questões do enigma da Esfinge:De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, e com isto respondem a tudo quanto pode interessar ao homem. São imutáveis em seus caracteres fundamentais e formam em sua trindade um todo acabado, ao qual nada se pode subtrair nem agregar: os graus de Aprendiz e de Companheiro são os dois pilares que sustentam o Mestrado. "Os estados transitórios da iniciação, permitem ao iniciado penetrar com mais ou menos profundidade no esoterismo de cada grau; dai resulta um número indefinido de maneiras distintas de se apreender os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Pode-se apreendê-los em seu significado exterior, isto é, pode-se entender a letra e não a compreensão; na Maçonaria, como em todas partes, há, sob este aspecto, muitos que foram chamados e poucos eleitos, já que somente aos verdadeiros iniciados lhes é dado a conhecer o espírito íntimo dos graus iniciáticos. Nem todos chegam, por outra parte, com igual êxito; pouquíssimos apenas logram superar a ignorância esotérica, sem marchar de maneira decidida até o Conhecimento integral, até a Gnose perfeita. "Esta última, representada na Maçonaria pela letra G da Estrela Flamígera, se aplica simultaneamente ao programa de busca intelectual e do treinamento moral dos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Com a Aprendizagem, busca-se penetrar no mistério da origem das coisas; com o Companheirismo, descobre o segredo da natureza do homem, e revela, com a Maestria, os arcanos do destino futuro dos seres. Ensina, ademais, ao Aprendiz a potenciar ao máximo suas próprias forças; mostra ao Companheiro como captar as forças do meio ambiente e ensina ao Mestre a reger soberanamente sobre a natureza obediente ao centro de sua inteligência. Não há que olvidar, de fato, que a iniciação maçônica se remonta a Grande Arte, a Arte Sacerdotal e Real dos antigos iniciados". Sem querer entrar na complexa questão das origens históricas da Maçonaria, recordaremos tão somente que a Maçonaria moderna, tal como a conhecemos atualmente, deriva de uma fusão parcial dos Rosacruzes, que haviam conservado a doutrina gnóstica desde a idade média, com as antigas corporações de Maçons Construtores, cujas ferramentas, por demais, foram empregados como símbolos pelos filósofos herméticos, tal como pode se ver, em particular, numa figura de Basilio Valentin. Mas, deixando por um momento de lado o ponto de vista restrito do Gnosticismo, por nossa parte faremos repetir no feito de que a iniciação maçônica, como toda iniciação, tem como fim a conquista do Conhecimento integral, que é a Gnose no verdadeiro sentido da palavra. Podemos dizer que este Conhecimento mesmo o que, falando com propriedade, constitui realmente o segredo maçônico e por esta razão o dito segredo resulta ser essencialmente incomunicável. Para concluir e afim de evitar qualquer mal entendido, agregaremos que, para nós, a Maçonaria não pode nem deve sujeitar-se a nenhuma opinião filosófica particular, que ela não é mais espiritualista que materialista, nem tampouco mais deísta que atéia ou panteísta, no sentido que habitualmente se atribuiu estas diversas denominações, posto que ela deve ser pura e simplesmente a Maçonaria. Cada um de seus membros, ao entrar no Templo, deve despojar-se de sua personalidade profana e fazer uma abstração de quanto seja dos princípios fundamentais da Maçonaria, princípios cujo redor de todos deveriam unir-se para trabalhar em comum na Grande Obra da Construção universal... Ir.`. Rene Guénon Filósofo e Escritor artigo publicado na revista "La Gnose"- Março de 1910

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ORIGEM DO LEMA: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE...

As três palavras .•. Liberdade, Igualdade e Fraternidade .•. que se tornaram, praticamente, um lema da Maçonaria contemporânea, não têm origem maçônica. Alguns autores, mais ufanos do que realistas e mais fantasistas do que científicos, afirmam que o lema é maçônico e foi utilizado como divisa da Revolução Francesa de 1889. A verdade histórica, todavia, é bem outra: Em primeiro lugar, o lema da Revolução Francesa era "Liberté, Égalité, ou la Mort" (Liberdade, Igualdade, ou a Morte). Só com a 2a. República, em 1848, é que ele iria se transformar em "Liberté, Égalité, Fraternité" (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). (Ver nota) Em segundo lugar, foi a Maçonaria francesa que, na segunda metade do século XIX,adotou o lema da 2a. República, o qual acabaria se vulgarizando entre os maçons que trabalhavam sob influência da cultura francesa, em todo o mundo, a ponto de chegar a ser considerado como uma divisa exclusivamente maçônica, o que não é. Em terceiro lugar, a idéia de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é bem mais antiga. Podem ser encontrados vestígios dela, quando da criação da primeira seita comunista, dita "Comunismo Cristão", fundada em 1694, por Johann Kelperès. Para os membros dessa seita, o Messias aguardado não se apresenta como o pescador de almas, mas, sim, através de uma trilogia , onde ele é o "distribuidor de justiça"(igualdade), o "grande irmão" (fraternidade) e o "libertador"(liberdade). Análise e significado A análise da divisa, ou da trilogia, pode ser feita através do prisma político-social, ou sob o ponto de vista exclusivamente iniciático. No primeiro caso, teríamos: Do ponto de vista político-social: A igualdade constitui um ideal da organização social, pela qual lutou a humanidade, à medida que ia avançando no caminho de sua evolução. Essa luta dura até hoje, porque a divisão das nações, em sistemas políticos, das comunidades, em classes sociais, e dos indivíduos, em posições econômicas, morais e intelectuais, prejudicam os esforços em benefício da igualdade irrestrita. A fraternidade é considerada como a conduta que norteia a vida de um indivíduo. Ela é desejada, reclamada e fixada como objetivo de todas as religiões, instituições sociais, partidos políticos, etc. , estabelecendo o altruísmo contra o egoísmo, a benevolência contra a malevolência, a tolerância contra a intolerância, o amor contra o ódio. A liberdade nasce com o indivíduo, atinge o consciente coletivo dos povos e produz fatos extraordinários. O sentimento de liberdade é o bem mais caro ao coração de um homem; e não há nada que o deprima tanto quanto a opressão da escravidão, o encarceramento da consciência e a privação da liberdade. Do ponto de vista iniciático, todavia, o conceito é um pouco diferente: A igualdade repousa sobre a consciência da identidade básica de todos os seres e de todas as manifestações do espírito humano, acima de todas as distinções externas de posição social e de grau de conhecimento e de desenvolvimento intelectual. Essa igualdade , representada pelo Nível, é que proporciona, a todos, uma justa e reta maneira de conduta com todos os semelhantes. A fraternidade é considerada o complemento da liberdade individual e da igualdade espiritual, das quais representa a adoção prática. Em síntese, é a tolerância, em relação à liberdade, e a compreensão, em relação à igualdade. A liberdade é definida como uma aquisição individual, íntima, fundamentalmente independente da liberdade externa, que pode ser outorgada pelas leis e pelas circunstâncias da vida. Em resumo, é a liberdade que se adquire buscando a Verdade e realizando esforços para trilhar o caminho da virtude, dominando os vícios, os hábitos negativos e as paixões destrutivas. A interpretação astrológica A Igualdade é o símbolo de Libra, ou Balança. Este signo é o símbolo universal do equilíbrio, da legalidade e da justiça, concretizados pelo senso da diplomacia e da cortesia, que o caracterizam, assim como a aversão à agressividade e à violência de Áries, que está diante dele. Libra significa, em última análise, um caráter afável, um sentido de justiça, harmonia e sociabilidade , que são, todos, atributos da igualdade. A Fraternidade é perfeitamente ilustrada pelo signo de Gêmeos, em sua dualidade , representado por dois gêmeos, que são os míticos Castor e Pólux, cada um desempenhando seu papel, sem nenhuma proeminência sobre o outro. O signo de Gêmeos é dual, porque simboliza o momento em que a força criativa de Áries e Touro divide-se em duas correntes: uma tem sentido ascensional , espiritual, e a outra é descendente, no sentido da multiplicidade das formas e do mundo fenomênico. Considere-se, também, que, face a Gêmeos, está Sagitário, governado por Júpiter, Zeus, Deus, do qual todos os homens emanam, o que os faz irmãos uns dos outros, com cada um procurando-o, à sua maneira. A Liberdade é apanágio de Aquário, simbolizado por Ganimedes, pelo anjo derramando, sobre a humanidade, o cântaro do saber ; saber, que, se for bem utilizado, pode ser um meio de acesso à liberdade, com a condição de que aceite a superioridade do iniciado. Só o iniciado , o sábio , poderá reconhecer os limites além dos quais não poderá ir, pois esta é a maneira dele chegar ao conhecimento dos mistérios divinos. Essa ligação com o divino, da qual Moisés é um símbolo, o respeito às leis divinas, fundamental para uma existência pacífica e harmoniosa, serão, também, assinalados pelo signo frontal a Aquário: Leão, cujo símbolo é o Sol; o Sol, símbolo do UM, símbolo de Deus. Esses três signos, Libra, Gêmeos e Aquário, são os signos do ar do zodíaco. E os signos do ar são símbolos do espírito, são símbolos do cosmos, que o iniciado deve procurar conhecer e compreender. NOTA - Alec Mellor, respeitadíssimo pesquisador francês, afirma que é inteiramente falso que essa divisa republicana seja de origem maçônica. Louis Blanc e outros autores pretendem que seu inventor tenha sido Louis-Claude de Saint-Martin, mas o historiador mais abalizado da vida e do pensamento deste, Robert Amadou, demonstrou que isso não é verdadeiro. A pesquisadora B.F. Hyslop examinou uma grande quantidade de diplomas maçônicos publicados entre 1771 e 1799, na Biblioteca Nacional de Paris, e não encontrou mais que dois, somente, onde as três palavras estão reunidas. Quase todos registram "Saúde - Força - União", ou falam do templo onde reina "o Silêncio, a União e a Paz". O resultado desse estudo está publicado in "Annales Historiques de la Révolution Française" - janeiro, 1951, pag. 7. A 1a. República conheceu bem a divisa "Liberdade, Igualdade, ou a Morte", mas tal programa ideológico não foi jamais o da Maçonaria. Foi somente sob a 2a. República que a "tríplice divisa" surgiu. Mas não foi a República que tomou emprestada a divisa à Maçonaria, mas, sim, a Maçonaria é que a tomou emprestada à República (in Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons" - Belfond - Paris - 1971) . Extraído do livro "Maçonaria e Astrologia" Editora Madras – S. Paulo – 1998

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO DE ANDERSON...

A Constituição de Anderson de 1723 é, provavelmente, o documento que mais bem espelha os princípios da Maçonaria. Foi elaborada na transição entre a Maçonaria Operativa e a Especulativa, quando a organização outrora agrupando artesãos construtores se transformava na sua forma atual de organização fraternal indutora de aperfeiçoamento pessoal, moral e espiritual dos seus membros, segundo um método próprio, fundado em princípios herdados de tempos imemoriais, transmitidos e preservados de geração em geração. Muito - quase tudo - daquilo que os maçons referem como proveniente de "antigas tradições" está inscrito nesta Constituição, autêntico documento basilar da Maçonaria. Foi publicada em 1723 no Grão-Mestrado de Philip Wharton, 1.º Duque de Wharton, o sexto Grão-Mestre da Premier Grand Lodge de Inglaterra, na realidade o quinto maçom a exercer tais funções, já que George Payne repetira o exercício do ofício, que assegurou em 1718 e de novo em 1720, e o segundo nobre a assumir a condução dos destinos da maçonaria inglesa. O primeiro fora John Montagu, 2.º Duque de Montagu, Grão-Mestre entre 1721 e 1723, que foi quem, em 1721, encarregou James Anderson de "examinar, corrigir e organizar, segundo um melhor método, a História, Obrigações e Regras da Antiga Fraternidade". James Anderson (1679 ou 1680 - 1739), pastor da Igreja da Escócia, era ministro da Igreja presbiteriana de Swallow Street, em Londres, desde 1710 e Venerável Mestre da Loja com o n.º 17 aquando da publicação da Constituição, conforme se pode ler no apêndice final desta (aliás o local onde consta a única referência à sua autoria do texto). O post-scriptum final foi assinado pelo Grão-Mestre Philip, Duque de Wharton, o Vice-Grão-Mestre John Teophilus Desaguliers (que exercera já o ofício de Grão-Mestre em 1719), pelos Grandes Vigilantes Joshua Timson (ferreiro de profissão) e William Hawkins (maçom operativo, ou seja, artesão construtor) e pelos Veneráveis Mestres e Vigilantes das então existentes 2o Lojas (incluindo o primeiro Grão-Mestre, em 1717, Anthony Sayer, em 1723 Vigilante da Loja com o n.º 3, e George Payne, que foi Grão-Mestre em 1718 e 1720 e em 1723 era o Venerável Mestre da Loja com o n.º 4) e nele pode ler-se que Anderson, para realizar a tarefa de que fora incumbido, "analisou várias cópias manuscritas de Itália, Escócia e outras partes de Inglaterra e daí (embora aqueles estivessem errados em muitas coisas) e de vários outros arquivos antigos dos maçons extraiu e elaborou a presente Constituição, Obrigações e Regras Gerais". O volume começa por uma dedicatória ao Ex-Grão-Mestre, John, Duque de Montagu, elaborada pelo Vice-Grão-Mestre em exercício, John Teophilus Desaguliers, prossegue com um capítulo dedicado à História da Maçonaria, a que se seguem os capítulos dedicados às Obrigações dos Maçons e às Regras Gerais, um post-scriptum e a Aprovação, concluindo-se com letras e algumas pautas musicais de canções maçónicas (Canção do Mestre ou a História da Maçonaria, Canção dos Vigilantes ou Outra História da Maçonaria, ambas da autoria de Anderson, Canção dos Companheiros, da autoria de Charles Delafaye e Canção dos Aprendizes, da autoria de Matthew Birkhead). A parte dedicada à história da Maçonaria é uma compilação efetuada, fixada e, não pouco significativamente, corrigida por Anderson das versões, há muito existentes em documentos da maçonaria operativa e de que neste blogue já dei conta e divulguei e comentei, da Lenda do Ofício (ver os textos agrupados no marcador Lenda do Ofício). A parte final, das canções, hoje pouco mais interesse tem do que o de curiosidade. A dedicatória, o post-scriptum e a Aprovação são textos quase que apenas protocolares. Particular interesse revestem os capítulos dedicados às Obrigações dos Maçons e às Regras Gerais. Lendo-os e analisando-os, neles detetamos a origem de variadas compilações e versões de chamados Landmarks (princípios fundamentais da Maçonaria) e de regras ainda hoje usadas e praticadas em Maçonaria, muitas delas não constando de qualquer regulamento e invocadas como derivando de "Antigas Tradições". Pois bem, a fonte ou, pelo menos, a compilação dessas Antigas Tradições está na Constituição de Anderson de 1723! Se nada surgir em contrário, vou dedicar quase todos os meus textos deste ano de 2012 à divulgação, análise e comentário crítico dos textos das Obrigações dos Maçons e das Regras Gerais da Constituição de Anderson de 1723. Serão muitos textos (as Obrigações são seis, a última das quais dividida em seis partes, o que, em princípio, justificará onze textos; as Regras Gerais são 39, o que justificará outros tantos textos). Resumindo: um programa para 50 textos, que ocupará todo este ano de 2012 e poderá ainda sobrar para 2013, dependendo da altura em que eu decidir publicar dois textos dedicados à memória da Loja, relativos ao período do veneralato do vigésimo primeiro Venerável Mestre da Loja e da eventualidade de, a qualquer tempo, poder interromper o que será esta longa série para escrever sobre qualquer assunto que julgue oportuno. O tema desta série merece esta alongada atenção. Afinal, a Constituição de Anderson de 1723 é um documento essencial para se compreender o que é a Maçonaria. Essencial para quem é maçom, se quer mesmo saber porque faz algo do que faz; essencial para quem não é maçom, se não se quiser limitar a umas "ideias gerais", geralmente pouco acertadas, sobre a instituição da Maçonaria de que tantos falam e tão poucos acertam. Nesta série de textos, utilizarei como fonte permanente a excelente versão portuguesa da Constituição de Anderson de 1723, publicada em 2011 pelas Edições Cosmos, com introdução, comentário e notas de Cipriano de Oliveira (não concordo com todas as posições expressas por Cipriano de Oliveira - e ele sem dúvida que sabe onde discordamos... -, o que não invalida que seja um notável trabalho o que ele realizou e muito útil a edição resultante da sua pesquisa e do seu labor).

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A PREVALÊNCIA DO ESPÍRITO SOBRE A MATÉRIA...

INTRODUÇÃO . O capítulo I da Constituição do Gr .: Or .: do Brasil, que trata dos princípios gerais da Maçonaria e dos postulados universais da instituição, em seu artigo 1.o define Maçonaria como uma Instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica e evolucionista, que proclama a prevalência do espírito sobre a matéria e pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade por meio do cumprimento inflexível do dever e da investigação constante da verdade. Como poderia a maçonaria ser iniciática se não proclamasse a prevalência do espírito sobre a matéria? Se assim não fosse, que valor teria toda a sabedoria maçônica? A palavra iniciação, derivada da latina Initiare (de início, começo), deriva-se de duas outras : in (=para dentro) e ire (=ir), ou seja, ir para dentro, penetrar no interior e começar de novo. Da etimologia da palavra depreende-se que o significado da Iniciação é o ingresso no mundo interno para começar a vida nova. A iniciação maçônica apresenta um simbolismo maravilhoso. Na câmara das reflexões o homem fecha os sentidos do mundo externo, encontra-se isolado nas trevas que representam a matéria física e passa a dirigir a luz do seu pensamento para seu mundo interior, o mundo do espírito que o conduz ao conhecimento próprio e ao do universo. A iniciação é, portanto, uma renovação completa do caráter, um acordar das faculdades latentes da alma e, somente após aprender a extinguir o fogo das paixões, comprimir os desejos impuros, orientar os impulsos do seu ser para o bem e a virtude, é que se introduzem nos grandes mistérios. Espírito e matéria Não há efeito sem causa; o nada não poderia produzir coisa alguma. Estão aí axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se verifica em cada um de nós a existência de forças, de potências que não podem ser consideradas como materiais, há necessidade, para explicar a sua causa, de remontar a outra origem além da matéria, a esse princípio que designamos alma ou Espírito. Quando, perscrutando-nos a nós mesmos, queremos aprender a nos conhecermos, a analisar as nossas faculdades; quando afastando da nossa alma a escuna nela acumulada pela vida, o espesso invólucro de que os preconceitos, os erros, os sofismas revestiram a nossa inteligência – penetramos nos recessos mais íntimos do nosso ser e nos achamos então em face desses princípios augustos, sem os quais não há grandeza para a Humanidade : o amor do bem, o sentimento da justiça e do progresso. Esses princípios, que se encontram nos graus diversos, no ignorante do mesmo modo que no homem de gênio, não podem proceder da matéria, que esta desprovida de tais atributos. E se, a matéria, que não possui essas qualidades, como poderia por si só formar os seres que estão com elas dotados? O sentimento do belo e do verdadeiro, a admiração que experimentamos pelas obras grandes e generosas, teria assim a mesma origem que a carne do nosso corpo e o sangue de nossas veias. Entretanto, devemos antes considerá-los como reflexos de uma alta e pura luz que brilha em cada um de nós, do mesmo modo que o Sol se reflete sobre as águas, estejam estas turvas ou límpidas. Em vão se pretenderia que tudo fosse matéria. Pois que! Somos susceptíveis de amor e bondade; amamos a virtude, a dedicação, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das leis e das coisas nos penetra, nos inebria; e nada de tudo isso nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos a consciência, à vontade e a razão, e procederíamos duma causa que não sente, não ama, nem conhece coisa alguma, que é cega e muda! Superiores a força que nos produz, seriamos mais perfeitos e melhores do que ela. Tal modo de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Pelo seu corpo, pelos seus órgãos deriva-se da matéria; pelas suas faculdades intelectuais e morais; procede do Espírito. Relativamente ao corpo humano, digamos ainda com mais exatidão que os órgãos componentes dessa máquina admirável são semelhantes a rodas incapazes de andar sem um motor, sem uma vontade que os ponha em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento liga a ambos, transmitindo ao organismo as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Ele envolve a alma, acompanha-a depois da morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo para ela um corpo diáfano, vaporoso. O Espírito reside na matéria, como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as fendas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria declina cedo ou tarde, se enfraquece e se desagrega, o Espírito aumenta em poder e se fortifica pela educação e pela experiência. Suas aspirações engrandecem, estende-se por além-túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer, de viver é sem limites. Tudo isso mostra que o ser humano só temporariamente pertence à matéria. O corpo não passa de um vestuário de empréstimo, de uma forma passageira, de um instrumento por meio do qual a alma prossegue neste mundo a sua obra de depuração e progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem-fim. desenvolvimento A virtude, o conhecimento, a sabedoria e a bondade são atributos do espírito. Portanto, é o Espírito que se melhora e busca progressivamente a perfeição pelo conhecimento da verdade. No início há uma predominância da matéria sobre o espírito. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhe são conseqüentes. Com o desenvolvimento e conhecimento, suas qualidades morais, sabedoria e bondade, passam a predominar. É a predominância do espírito sobre a matéria. É o desejo do bem na busca da perfeição pelo conhecimento da verdade. A – As Grandes Doutrinas : Todas as grandes doutrinas nos dão indicações e caminhos para se atingir a verdade, o grande mistério. A Maçonaria Universal sofreu influência de todas elas e carregam no significado dos seus símbolos marcas dessa influência. Essas grandes doutrinas tiveram duas faces : uma aparente e outra oculta. Uma forma material, que eram as cerimônias, os cultos e os símbolos, para instigar a imaginação do povo. A outra, espiritual, onde estão os conhecimentos científico e filosófico, a verdade da vida somente interpretada pelos iniciados em doses proporcionais ao desenvolvimento das suas qualidades morais e intelectuais. Com o domínio do conhecimento e interpretação dos seus símbolos entenderemos que a vida nada mais é que a evolução no tempo e no espaço, do espírito, única realidade permanente. A matéria é sua expressão inferior, sua forma variável. O Ser por excelência, o G .: A .: D .: U .: e fonte de todos os seres é Deus, simultaneamente triplo e uno. É a essência, substância e vida em que se resume todo o universo. Eis porque podemos encontrar o G .: A .: D .: U .: no mais profundo do nosso ser, interrogando a nós mesmos na solidão, estudando e desenvolvendo as nossas faculdades : a razão e a consciência. B – Interpretação das Grandes Doutrinas A doutrina secreta acha-se no fundo de todas as religiões e dos livros sagrados de todos os povos. Existe uma vasta literatura, onde podemos comprovar e esmiuçar sobre um tema tão sério e porque não dizer polêmico, devido às várias interpretações e formas de adoração, mas tendo em comum a crença de uma vida eterna, após o cumprimento desta passagem por esta. Os primeiros livros em que se encontra exposta a grande doutrina são os Vedas. É o molde em que se formou a religião primitiva da Índia, onde eles celebravam agni, o fogo, símbolo eterno masculino ou espírito criador e soma, símbolo do eterno feminino, alma do mundo, substância etérea, que em sua perfeita união constituem o ser supremo que se imola a si mesmo para produzir a vida universal. Acreditando na imortalidade da alma e a reencarnação. Na vasta solidão dos bosques viviam, em retiro, os rishis. Intérpretes da ciência oculta da doutrina secreta dos vedas, eles já possuíam os misteriosos poderes transmitidos através dos séculos de que gozam ainda os faquíres e os iogues. Desses solitários saiu o pensamento inovador, o primeiro impulso que fez do bramanismo a mais colossal das teocracias. O inspirador das crenças dos Hindus, Krishna, aparece na história como o primeiro reformador, sendo que renovou a doutrina védica apoiando-se sobre as idéias da trindade, da imortalidade da alma e de seus renascimentos sucessivos. E através desta teoria, conquistou muitos seguidores e desenvolveu muitos conceitos e ideologias, entre tantos ensinamentos de sua teoria dizia aos seus seguidores escolhidos : “Revelei-vos os grandes segredos. Não os digais senão àqueles que os podem compreender, sois os meus eleitos : vedes o alvo. A multidão só descortina uma ponta do caminho”. Por estas palavras a doutrina secreta estava fundada. A moral budista por sua vez já preconizava aos seus adeptos milenares : é necessário praticar o Bem porque o Bem é o fim supremo da natureza. A Ciência e o Amor são os dois fatores essenciais do Universo. Enquanto não os adquirir, o ser está condenado a prosseguir na série das experiências terrestres. Em Dhmmapada encontramos estas orientações morais : Assim como a chuva passa através de uma casa mal coberta, assim a paixão atravessa a alma pouco refletida. Pela reflexão, moderação e domínio de si mesmo, o homem transforma-se numa rocha que tempestade alguma pode abalar. O homem colhe exatamente aquilo que semeou. No Egito onde às portas do deserto erguem-se os templos e as pirâmides, o culto de Ísis e Osíris também apresentava duas faces. Debaixo dos grandes espetáculos e cerimônias públicas ocultava-se o verdadeiro ensino dos pequenos e grandes mistérios. A antiga doutrina, do verbo luz, simultaneamente inteligência, força e matéria; espírito, alma e corpo, analogia perfeita com a filosofia da Índia, foram o segredo da vitalidade do Egito. Sob formas austeras os princípios desta doutrina eram expressos pelos livros sagrados de Hermes, que durante sua iniciação teve uma visão na qual conversou com o Grande Ser, Osíris e sua visão eram transmitidas vocalmente de pontífice a pontífice e gravada em sinais hieróglifos nas abóbadas das criptas subterrâneas. Elas reconheciam Deus como Pai, pregava o fogo das profundezas e a luz no Céu, ou seja um plano superior, onde o Destino do espírito humano tem duas fases: Cativeiro na matéria e ascensão na luz. Almas inferiores e más ficam presas a vários renascimentos na terra, porém as almas virtuosas sobem voando pare esferas superiores, denominadas em sete juntam: sabedoria, amor, justiça, beleza, esplendor, ciência, imortalidade. E“esta visão encerra o segredo de todas as coisas”. Pitágoras, que havia estudado por 30 anos no Egito, levou para a Grécia, através da sua Academia de Crotona, as doutrinas secretas do oriente e soube fazer delas uma vas síntese, tendo como sucessores de sua obra Sócrates e mais tarde Platão, sendo que Platão foi também iniciado nos grandes mistérios egípcios e Sócrates condenado a beber cicuta pelo fato de insurgir contra os vícios que corrompiam a mocidade de seu tempo, legando, no entanto, até o momento de seu sacrifício, seus ensinamentos. No Egito, na Grécia ou na Índia, os Grandes mistérios consistiam de uma mesma coisa : o conhecimento do segredo da morte, a revelação das vidas sucessivas e a comunicação com o mundo ocultam. Os Hebreus eram uma ilha de monoteísmo cercada de povos politeístas por todos os lados. Como máximo legislador se destaca Moisés, cuja maior contribuição à humanidade não foi o seu Pentateuco, os seus cinco livros (Gênesis, Deuteronômio, Êxodo, Levítico e Números) com que se abre a Bíblia Sagrada dos Cristãos ... mas sim o decálogo recebido no Monte Sinai encerrando Mandamentos de valorização e enobrecimento da Alma. Assim em uma pequena manjedoura em Belém de Judá, no silêncio da noite, nasce JESUS, sendo que até o encontro com João Batista, os evangelhos guardaram um silêncio absoluto sobre seus passos, e somente após este encontro de algum modo tomou posse de seu mistério, passando vários anos com os essênios. Submeteu-se a sua disciplina, de ordem severa, onde para ingressar era necessário um noviciado de um ano. Quem dava provas suficientes de temperança era admitido, sem contudo entrar em contato com os mestres. Eram precisos mais dois anos de provas recebido na confraria. Jurava-se “por terríveis juramentos” observar os deveres da ordem e nada revelar de seus segredos. Sendo assim houve uma relação íntima entre a doutrina de Jesus e a dos Essênios, que evidentemente eram considerados irmãos ligados a eles pelo juramento de seus mistérios. Sendo assim Ele próprio dizia : “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”. Consequentemente acumular riquezas materiais ou mesmo viver escravo das mesmas, é tão temporário quanto este corpo que possuímos, porque nada poderemos carregar junto na passagem da continuidade desta vida, o conhecimento material alarga a visão do homem para que melhor se situe no mundo e acima de tudo se torne mais amigo das coisas belas e mais irmãos dos seus semelhantes ... Quanto ao dinheiro, poderíamos compara-lo à água. Se parada é a estagnação ... Se corrente, é a benção dos vales ... Se desgovernada, é a inundação semeando a destruição ... Se sob controle, é a represa convertendo-se a energia ... Sob o Sol, evapora-se de onde está em excesso e faz-se chuva sobre a gleba ressequida ... Sob o calor do nosso Amor, as moedas podem ir em socorro da dor alheia na forma de chuva de benefícios, angustiadamente esperados ... CONCLUSÃO A Maçonaria desperta-nos para a nossa verdadeira natureza de alma imortal a despeito dos disfarces da vida material ... O corpo não passa de um envoltório que é passageiro, que é perecível, que é falaz ... As circunstâncias da vida como a cultura, o dinheiro, a saúde, a fama, o poder, a casa bonita, o último carro, as iguarias deliciosas, o leito macio, tudo isso é um breve estágio porque estamos passando ... Uma ligeira oportunidade de evolução que o G .: A .: D .: U.:, por infinita Misericórdia, nos está concedendo para o nosso progresso em todos os sentidos. Nas experiências deste mundo não raro encontramos, como pano de fundo, os gemidos da dor, as angústias do desespero moral, onde se desfazem as ilusões e descobrimos a nossa verdadeira natureza. Atinamos enfim com a nossa individualidade espiritual. Irmãos queridos ! O G .: A .: D .: U.: não nos destinou para a brevidade desta existência terrena. Não embora o estágio na Terra seja sumamente valioso para o nosso progresso evolutivo, a verdade é que somos cidadãos do infinito. E um porvir cheio de nobres realizações inimagináveis nos aguarda no Grande Além. Emoções que a linguagem humana não consegue definir, inundam de ventura perene o ânimo da Alma em sua trajetória de ascensão sublime para o G .: A .: D .: U.:. O homem que se fecha em si mesmo ou só se abre às coisas corriqueiras do seu estreito mundo material é incapaz de conhecer o que seja a vida da alma. E nós maçons, que tivemos a grata oportunidade de iniciarmos nos mistérios da Arte Real, somos conclamados a esta reflexão cada vez que adentramos ao templo maçônico, que nos convida a uma viagem a esta milenar história, adornando com seus símbolos e rituais e tendo como ápice desta conclamação o sublime momento em que o Ven .: M .: no fechamento da loja evoca : “O G .: A .: D .: U.: fonte fecunda de Luz, Felicidade e Virtude ...” Ir.'. Antônio Carlos Rondon Júnior Loja Maçônica Tupy Or.'. de Araçatuba - SP. Bibliografia Bhagavad-gita – A mensagem do mestre• Os grandes iniciados – Édouard Schvré Depois da morte – Leon Denis O porque da vida – Leon Denis Constituição do G.: O .: B .: Grau do Aprendiz e seus mistérios – Jorge Adoum A delicada questão da vida – Celso Martins Erac – Loja Fraternidade de Limeira