quinta-feira, 2 de maio de 2013

BELEZA E HARMONIA DO UNIVERSO...




A beleza que adorna e impulsiona a execução de nossas ações, possui na Harmonia um dos componentes vibratórios que melhor nos faz compreender a vida como um todo em que impera o equilíbrio.
A Harmonia resulta do movimento alternado das duas correntes de força que constituem a vida, quando uma forma de vida “termina”, isto é, quando a energia se transforma, ocorrendo o que chamamos “morte” – transição –, outra forma de vida surge em seu lugar, e ela manifesta-se novamente. “Quando um espírito morre, transforma-se em homem; quando morre um homem, transforma-se em espírito”, eis o que diz um preceito oriental.
Para melhor apreciarmos a grandiosidade dessa Lei, convém meditarmos na afirmação de Goethe: “A morte é o artifício de que lança mão a natureza a fim de adquirir mais vida”.
Sabemos, portanto, que tudo o que existe no Universo, possui vida e vibra em determinado grau de harmonia, constituindo uma nota melodiosa inserida no imenso edifício de sons do Grande Conserto do Universo, que possui como fonte criadora e estimulante a música de suaves acordes das esferas cósmicas, essência musical vibratória do Grande Arquiteto e Criador do Universo.
Sabemos que não existe na natureza o repouso absoluto; tudo encontra-se em vibração de crescente concórdia. Do reino mineral ao animal, da célula aos sete corpos do homem, da voz humana aos poderosos edifícios de sons de maravilhosas nuances da música, do corpo físico ao espírito divino, e desde o mais insignificante átomo até o maior Sol de todos os Sistemas, tudo vibra em maior ou menor grau de Sintonia com o Cosmos. E a origem dessa energia harmônica está situada no Espírito, Fonte de sonoridade perfeita, Suprimento do Criador.
Esta Fonte é vida, ordem e paz, uma Harmonia Universal que fundamenta toda a ordem social e humana.
O próprio organismo humano vibra harmonicamente e, quando tais vibrações encontram obstáculos à sua livre manifestação, passa-se para o estado de desequilíbrio no qual o movimento alternativo de trocas vitais se processa de forma irregular. E quando isso ocorre afirmamos que há problemas de saúde no corpo do homem. A regra, no entanto, é a consonância perfeita, ficando a desarmonia por conta da exceção. Uma célula que morre, por exemplo, faz com que nasça em seu lugar outra célula com características idênticas às suas, realizando-se com isso a renovação sintônica do organismo.
A regra, pois, é o equilíbrio, a serenidade, a paz. Na organização social, tais condições deverão manifestar-se igualmente, como regra, enquanto que a desordem, a delinqüência, o delito e os conflitos, como exceção, ou seja, a violação da Lei.
Percebemos com isso que a própria ordem da sociedade corresponde a uma determinação subjacente no Universo, que sustenta todas as tentativas humanas de ordenar as coisas.
Assim, cada pensamento harmônico e cada gesto de ordem é um sinal de transcendência.
Fritjof Capra, pesquisador e escritor contemporâneo, observa o nosso mundo em termos de relações harmônicas e de integração. Salienta o pesquisador que todas as crises existentes e noticiadas pela imprensa, são “facetas diferentes de uma só crise, que é essencialmente a crise de percepção”. Informa-nos também quanto as ciências do comportamento, quanto as ciências sociais e, especialmente a economia, devem possuir em sua base a visão sistêmica da vida, em que as totalidades integradas não podem ser reduzidas ou separadas. E exemplifica afirmando que todo e qualquer organismo, desde a menor bactéria até os seres humanos, passando pela imensa variedade de animais – é uma totalidade integrada. Desta forma, a noção de doença como resultado de uma forma de integração harmônica nos organismos vivos, compreendidos em termos de padrões rítmicos alterados, nos leva a concluir que ser saudável significa estar em sintonia consigo mesmo – física e mentalmente – e em sincronia com o mundo circundante.
Diante disso, e em face do Universo estar repleto de harmonia e pelo fato dos próprios planetas gravitarem em redor de um centro comum pela Lei da Harmonia, será de bom alvitre que, como verdadeiros irmãos, continuemos vibrando em pensamento para que tal energia flua interpenetrando-nos, e reine entre todos os habitantes de nosso planeta. Assim, nossas vibrações manifestar-se-ão como idéias e sentimentos, que golpearemos com força transformando-se em pensamentos de compreensão para com toda a humanidade. No entanto, como bem salientava Francisco Waldomiro Lorenz, “não basta termos bons pensamentos; é necessário dar-lhes força vital suficiente para vencerem os obstáculos que encontram em seu desenvolvimento”.
Vibremos, pois, em sintonia com o Cosmos que, em última análise, é o Amor, Alegria e Beleza, essência do Criador, Arquiteto e Geômetra da Harmonia e Beleza do nosso Universo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Versos Íntimos...






Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

                                          Augusto dos Anjos


sábado, 6 de abril de 2013

ARISTÓTELES...


Aristóteles (em grego antigo: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs; Estagira, 384 a.C. — Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com 13 anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas, onde funda o Liceu (lyceum) em 335 a.C..Seu ponto de vista sobre as ciências físicas influenciou profundamente o cenário intelectual medieval, e esteve presente até o Renascimento - embora eventualmente tenha vindo a ser substituído pela física newtoniana. Nas ciências biológicas, a precisão de algumas de suas observações foi confirmada apenas no século XIX. Suas obras contêm o primeiro estudo formal conhecido da lógica, que foi incorporado posteriormente à lógica formal. Na metafísica, o aristotelismo teve uma influência profunda no pensamento filosófico e teológico nas tradições judaico-islâmicas durante a Idade Média, e continua a influenciar a teologia cristã, especialmente a ortodoxa oriental, e a tradição escolástica da Igreja Católica. Seu estudo da ética, embora sempre tenha continuado a ser influente, conquistou um interesse renovado com o advento moderno da ética da virtude. Todos os aspectos da filosofia de Aristóteles continuam a ser objeto de um ativo estudo acadêmico nos dias de hoje. Embora tenha escrito diversos tratados e diálogos num estilo elegante (Cícero descreveu seu estilo literário como "um rio de ouro"), acredita-se que a maior parte de sua obra tenha sido perdida, e apenas um terço de seus trabalhos tenham sobrevivido.
Apesar do alcance abrangente que as obras de Aristóteles gozaram tradicionalmente, os acadêmicos modernos questionam a autenticidade de uma parte considerável do corpus aristotélico.
Foi chamado por Augusto Comte de "o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos", por Platão de "O Leitor" (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciência contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o "preceptor da inteligência humana". Também era conhecido como O Estagirita, por sua terra natal, Estagira.
Aristóteles era natural de Estagira, na Trácia, sendo filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas III, pai de Filipe II. É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai e pelo tio, e que remontava há dez gerações.
Segundo a compilação bizantina Suda, Nicômaco era descendente de Nicômaco, filho de Macaão, filho de Esculápio. Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela academia platônica e nela permaneceu vinte anos, até a morte de Platão, no primeiro ano da 108a olimpíada (348 a.C.).
Espeusipo, sobrinho de Platão , foi por ele nomeado escolarca da academia, e assim Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia, no entanto não assumira devido principalmente ao fato de que não era grego, mas imigrante da Macedônia.
Em Assos, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano de Atarneu e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte das famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono.
Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o Lykeion, origem da palavra Liceu (lyceum) cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então, filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica.
Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônicos dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubeia.Segundo a compilação bizantina Suda, Nicômaco era descendente de Nicômaco, filho de Macaão, filho de Esculápio.Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela academia platônica e nela permaneceu vinte anos, até a morte de Platão, no primeiro ano da 108a olimpíada (348 a.C.).Espeusipo, sobrinho de Platão [10], foi por ele nomeado escolarca da academia, e assim Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia, no entanto não assumira devido principalmente ao fato de que não era grego, mas imigrante da Macedônia.
Em Assos, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano de Atarneu e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte das famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono.
Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o Lykeion, origem da palavra Liceu (lyceum) cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então, filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica.
Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônicos dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubeia. Nessa época, Aristóteles já era casado com Hérpiles, uma vez que Pítias havia falecido pouco tempo depois do assassinato de Hérmias, seu protetor. Com Hérpiles, teve uma filha e o filho Nicômaco. Morreu a 322 a.C.








sábado, 30 de março de 2013

O SALÁRIO É IRREDUTÍVEL...




Dr. Roberto  Monteiro Pinho.(*)





(*)
Foi diretor de Relações Internacionais da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), editor do Jornal da Cidade, correspondente internacional, juiz do trabalho no regime paritário, é bacharel em direito, membro da International Association of Democratc Lawyers, consultor jurídico, especialista em Arbitragem (Lei 9.397/96), membro da Associação Sulamericana de Arbitragem - ASASUL, titular da Coluna Justiça do Trabalho do jornal "Tribuna da Imprensa" do RJ e da Coluna O Povo Pergunta - "Jornal Povo Rio".

A garantia da irredutibilidade salarial é uma das mais importantes e necessárias à segurança e tranqüilidade do trabalhador, e está prevista na Constituição Federal no Artigo 07 Inciso VI - Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em Convenção ou Acordo Coletivo, ou seja, é proibido ao empregador diminuir o salário do empregado. Uma vez estipulado um valor no contrato de trabalho, este não poderá sofrer redução.

Qualquer forma de redução, seja esta por motivo de força maior, a proposta de redução deverá ser feita mediante Acordo Coletivo entre a empresa e o sindicato dos empregados. Caso contrário não terá validade, e só será efetiva se for com todo quadro de empregados da empresa. Mesmo assim a justiça terá que homologar o acordo coletivo.

Mesmo que o empregado proponha reduzir o salário e a jornada de trabalho, não poderá ser aceito pelo empregador, mesmo porque esse direito à proteção é irrenunciável pelo empregador, exceto se essa redução for convencionada através de Convenção ou Acordo Coletivo. Na CLT a irrenunciabilidade é tratada no art. 462 quando disciplina os descontos no salário permitidos por Lei.

Quando fui diretor da CGT, participei de um Congresso e um dos temas era este. O resultado foi unânime, todos concordavam que nem acordo coletivo deveriam fazer.

Outra dor de cabeça para diversas empresas é a questão do Paradigma Salarial que é o valor do salário de empregado, em determinada função, que serve de equiparação para outro trabalhador, na mesma função.

O Princípio da isonomia Salarial é previsto no Art.461 da CLT e diz: "Sendo idêntica à função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade"; ou seja; cargos ou funções idênticas devem receber o mesmo salário.

RESUMO:

- O salário é irredutível;
- Entenda como salários todos os valores: salário fixo, comissões, alimento, transporte, in natura, etc;
- A questão da isonomia se apalica nos casos em que exista, cargos e funções idênticas;
- A empresa não pode reduzir salário sob pena das sanções legais previstas na CLT.

É HORA DE MUDANÇA!


                                                        
                 Os problemas de improbidade administrativa que ora vivenciamos não tem precedentes na história da república.
                  É por isso que o povo brasileiro está vivendo uma fase de profunda desesperança com relação aos políticos. Desesperança motivada por problemas de ordem política, econômica, social e, principalmente , de cunho ético e moral. Tal fato, é óbvio, decorre, evidentemente,  da falta de honestidade de certos políticos no trato com a coisa pública.
                  A prática política requer uma nova postura. Tal postura deve ser calcada na seriedade, na probidade e na transparência.
                  A impunidade para os crimes dessa natureza  serve como um  estímulo para que a desonestidade se alastre como uma ” metástese “ no âmbito dos Órgãos Públicos  Federais, Estaduais e Municipais. Tanto no Executivo como no Legislativo. O combate a tais crimes não deveria limitar-se somente à demissão e/ou cassação dos culpados, mas puni-los exemplarmente  com o sequestro dos bens adquiridos com o dinheiro da corrupção, além de torná-los inelegíveis “ad  eternum”.

                  É sabido que  existem municípios no Brasil que não resistem  sequer   a uma auditoria  superficial, quer no âmbito do  Poder Executivo , quer no Poder Legislativo. O Executivo “ maquia” as  prestações de  contas dos recursos que ingressam no erário público; o Legislativo faz ”vistas grossas” no que diz respeito ao seu papel  primordial de fiscalizar a aplicação de tais recursos, o que gera  uma  cumplicidade “promíscua” entre Poderes.
                   Há necessidade, pois, de coibir-se tais abusos. O primeiro passo seria proibir-se a reeleição de” políticos carreiristas” em cargos eletivos,  pois sabemos que todo continuísmo gera   “vícios”. Para tanto, necessitaríamos de uma profunda Reforma Política, na qual uma série de modificações  devem ser introduzidas, tais como, repetimos, proibição de reeleição  em cargos no Executivo e Legislativo, voto facultativo, inabilitação de votos de analfabetos, etc. A proibição de votos de analfabetos  acabaria com os resquícios  de “coronelismo” ainda existente no País. Esta parcela de analfabetos, sem nenhum grau de politização, serve apenas para coonestar a perpetuação de “políticos” no Poder.
                    De resto,  sabemos que o município é a força motriz que impulsiona a base de toda estrutura democrática. É no âmbito municipal que a cidadania pode ser exercida em toda a sua plenitude. O povo já  está cansado de tantas mentiras, corrupção  e promessas vãs. Portanto, chega , É HORA DE MUDANÇA!
                                                    

segunda-feira, 11 de março de 2013

A ORDEM DOS TEMPLÁRIOS E A MAÇONARIA (*)



No passado, pode ser detectada uma ligação entre a Maçonaria e os Templários no que diz respeito ao corporativismo, tanto dos obreiros  como dos escudeiros e pajens. O historiador Maçônico Paul Naudon dizia de forma clara que: “A Franco-maçonaria apresenta-se como a continuação e a transformação da organização dos misteres da Idade Média e do Renascimento,  na qual o elemento especulativo tomou o lugar do elemento operativo.
O que não deixa de impressionar na cristalização maçônica dos dias de hoje é a existência de todo um conjunto de elementos que lembram a organização das ordens da cavalaria e, sobretudo, o idealismo dos Templários; por outro lado, grande parte do vocabulário maçônico tem  sua origem nos Templários. Parafraseando o genial poeta e filósofo português Fernando Pessoa que dizia: “Se és maçom, sou mais que maçom. Eu sou Templário...Meu Irmão, dou-te um abraço fraternal”(Do Livro O Pensamento Maçônico de Fernando Pessoa, de Jorge de Matos, Hugin, Ed., p. 138). Parece, todavia, que essa associação se deve mais à influência que os Templários exerceram na construção civil e religiosa e nas próprias corporações dos pedreiros do que uma ligação direta entre Ordem do Templo  e a Ordem Maçônica. Não convém esquecer que boa parte dos ritos denominados “escocês” e “francês”,  com sua complexa emblemática, tiveram sua origem no século XVIII nas cortes e salões aristocráticos da Alemanha, França e Inglaterra.
A maioria das regras de comportamento que haviam sido adotadas pelos Cavaleiros Templários  e seus pajens foi mantida,  exceto pequenas diferenças nas corporações dos pedreiros , como, por exemplo, que estas podiam aceitar no seu seio, desde que aprovadas pela maioria,  determinadas pessoas que interessavam à Ordem , muitas vezes sem condições de entrar,  como era o caso de estrangeiros, de artesãos,  que possuíam uma determinada profissão ou talento especial, de clérigos, de personalidades desejosas de se integrarem  ou contribuírem  com aspectos úteis à corporação.
Assim, desde o século XV, por exemplo, as corporações maçônicas escocesas e inglesas adotaram o costume de conceder ao rei o privilégio de figurar como “Grão-mestre”, privilégio este dado também aos nobres de maior influência. No século XVII, muitas lojas britânicas de pedreiros foram reorganizadas segundo o modelo das academias italianas, nas quais os maçons “aceites”, ao longo dos tempos, eram tão numerosos que imprimiram à corporação à qual pertenciam  um modelo diverso do anterior. Dessa forma,  nas corporações onde tal fato começou a acontecer, o elemento ”operativo” foi cedendo lugar ao elemento “especulativo”.
Essas  transformações levaram centenas de anos para se completar, de tal forma que a Grã-Bretanha, onde a tradição era corporativa(pois as tradições eram tratadas de forma conservadora), manteve-se sem mudanças até o século XVIII, quando as antigas “lojas de pedreiros operativos” se transformaram em “lojas de pedreiros especulativos”, mantendo, porém, o mesmo prestígio, destaque e relevo social que mantinham no passado. A Grã-Bretanha prima também por conservar fielmente o simbolismo e o ritual dos tempos remotos que, em outros países, era, às vezes, enriquecido ou deturpado pela continuidade secular de sua prática.
                                                     (*) Extraído do Livro  Templários, Sua Origem Mística.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

QUE FAZER DESSE SOL DOMINGUEIRO VERANEADO?


QUE FAZER DESSE SOL DOMINGUEIRO VERANEADO?  (*)

DOMINGUEIRAS (01.05.11)

Já acordo no domingo procurando o meu cavalo branco (não o uísque, mas o animal) selado e arreado no terreiro de casa, pra me danar pelos ocos do mundo. Quando estou bem desperto descubro que estou em plena selva de concreto e asfalto, mesmo que algumas árvores dos canteiros da rua me remetam para o quintal do casarão de Ceará-Mirim. Fazer o que?
Vou para o meu “aquário”, um mirante que me expõe as ruas próximas e as dunas distantes, e encho os olhos de paisagens e de sonhos.
Um cachorro deposita os seus restos de lixo na calçada, e me lembro que quando criança nós entrelaçávamos os dedos indicadores e num repente, os excrementos do animal não fluíam mais, ficavam como que congelados entre o orifício e o espaço. Até que alguma senhora bondosa, numa zanga bem humorada nos fazia descruzar os dedos. E “plaft”, o sólido era atraído pela gravidade e se espatifava no chão.
A caminho do escritório, um sol veraneado e domingueiro me anima a tirar os óculos para captar de modo natural, sem anteparos, o mundo que me rodeia. É quando descubro um casal(?) de Galos de Campina. São velhos conhecidos. Quase sempre os encontro, no mesmo horário – entre 6 e 6.30 – bicando ciscos no chão.
Por isso tomei a decisão de sair todas as manhãs com a máquina fotográfica e nunca consegui flagrá-los, pois eles fogem tão logo me aproxime. Hoje tomei mais cuidado e fui me esgueirando pelo muro, sorrateiro, caviloso, dissimulado, e consegui chegar a uma distância que julguei suficiente para produzir uma obra de arte.
O sol no meu visor confundiu as imagens. E a minha visão, já cansada de 67 anos de “voyeurismo” existencial, sem os óculos, e com o olho direito aguardando o momento da cirurgia da catarata, completou o registro das dificuldades. Disparei o botão pedindo a Deus um milagre.
(Quando cheguei ao escritório e fui conferir as imagens, descobri que três das fotos esqueceram os pássaros e das três restantes, apenas uma distinguia as duas aves um exercício de adivinha. Estou decido a tratá-las no Photoshop para não admitir a derrota.)
A chave do cadeado escapuliu-me da mão e se projetou entre as grades do portão, caindo entre hibiscos do jardim da entrada. O portão impediu-me de recuperá-las. Pular o muro, nem pensar, com a cerca elétrica em funcionamento. Liguei para casa pedindo a duplicata e alguns minutos depois pude afinal entrar no meu refúgio.
Meu escritório é um caso à parte. É uma pequena construção térrea, composta por três peças: sala de estar/espera, sala de trabalho e banheiro. São apenas 40m² de área construída. Uma verdadeira caixa de Pandorra. Onde deveria ser a sala de espera, é também serventia de livros acondicionados em caixas de papelão e alguns equipamentos da antiga loja de artigos personalizados de minha mulher.
A sala de trabalho comporta a minha mesa de vidro em forma de “L”; três impressoras, um notebook e um computador de três módulos; duas poltronas azuis enormes; uma escrivaninha das antigas, integrante de um conjunto que inclui um divã em madeira e vime; uma mesa de reuniões com quatro cadeiras de vime; frigobar, som, estantes, estantes e estantes, livros, livros e livros.
Uma pequena pinacoteca com reproduções de Portinari (cangaceiros, instrumentistas e meninos caçadores e vendedores de pássaros); imagens de casarões e ruínas de Ceará-Mirim; e diplomas, títulos, medalhas. Um São Francisco de Assis Marinho e muitos gaveteiros.
É aqui que componho as minhas escrituras, reúno os amigos e atendo eventuais clientes.
Sentado diante do computador teclo essa crônica com o pensamento distante, embaralhando o que escrevo. Como estará Ceará-Mirim nesse dia de sol? Onde estaria no Ceará-Mirim o menino descalço, sem camisa, de calças curtas, mundo pequeno, curiosidade enorme, esperanças muitas, sonhos ilimitados?
Não sou lamurioso, nem vivo ancorado no passado. Sou homem contemporâneo, ajustado, tolerante, sem preconceitos. Mas que os domingos de sol veraneados são sumidouros de memórias, isso são...
Vou aguardar mais algum tempo para saborear um velho (Old) e honesto Parr e assuntar com os amigos e a família à beira da piscina, os muitos ufanos da terra Brasílica, beijada pelo sol e pela brisa que balança a palha dos coqueiros e assanha os cabelos das morenas.
Que cada um reencontre o seu Ceará-Mirim.
Bom domingo.
                                        (*) PEDRO SIMÕES NETO.
                                       (*)        O autor, Pedro Simões Neto, foi advogado militante, Professor e Escritor ;foi Pró-Reitor de Extensão Universitária da UFRN, além de ter exercido cargos de relevância na administração Pública estadual no período do Governo Geraldo Melo; faleceu em 1º/02/2013, após longo período de internação hospitalar.